Bomba Atômica

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história, ciência e sociedade

Biografias

Albert Einstein

Um dos maiores cientistas do século XX, desfrutou de um enorme prestígio científico em todo o mundo. Um dos seus maiores trabalhos foi a Teoria da Relatividade, mas teve muitas contribuições em outras áreas, como no efeito fotoelétrico. Filho de pequeno industrial judeu, iniciou seus estudos em Munique destacando-se em matemática, física e filosofia. Por influencia de sua mãe estudou violino. Em uma frase Einstein diz: “Se não fosse físico, acho que seria músico. Eu penso em termos de música. Vejo minha vida em termos de música.” Quando não trabalhava, gostava do contato com a natureza, era um navegador entusiasmado e gostava muito de violino. Quando adolescente se encantou com as sonatas de Mozart e iniciou um aprendizado de autodidata, fato comum em seus estudos, ser autodidata. Essa fase em sua vida o fez comentar depois que “o amor é um professor melhor do que o senso de obrigação – pelo menos para mim”.

Em 1920 Einstein ainda vivia e trabalhava na Alemanha e devido a sua origem judia o partido nazista começou uma campanha contra o cientista. Seu trabalho acabou sendo condenado como “física judia”, que seria muito inferior à “física alemã”, e houve a publicação na Alemanha de um livro com título Cem cientistas contra Einstein, que buscava encontrar falhas nas sua teorias.

Ele se envolveu na época com a causa judia emprestando seu nome para atividades de levantamento de fundos para a fundação de um estado judeu na Palestina.

Einstein permaneceu na Alemanha até 1933, quando Hitler assumiu o poder, ele recebeu muitas ameaças de morte e difamações públicas de outros cientistas nazistas. Eles declararam Einstein inimigo público e ofereceram um prêmio de 20.000 marcos por sua cabeça; sua casa e seus pertences foram confiscados.

Em 1933, Einstein renunciou a seus cargos na Alemanha, enviando uma carta de demissão (post) ao secretário alemão da Sociedade das nações, porque os nazistas já estavam no poder. Apesar de ser um pacifista militante, Einstein reconheceu que a guerra contra o nazismo era uma causa justa. Passou a lecionar na Universidade Princeton e passou a morar nos EUA e adotou cidadania americana em 1940. Nesse período a criação e o desenvolvimento de armas nucleares tornaram-se muito grande e freqüente. Os físicos alemães Otto Hahn e Lise Meitner tinham descoberto como provocar artificialmente a fissão do urânio. Com isso Einstein começou a se preocupar, organizou um manifesto chamado ‘apelo aos europeus’ que defendia a criação de um sistema pela paz na Europa. Na Itália, as pesquisas de Enrico Fermi indicavam ser possível provocar uma reação em cadeia, com a liberação de um número cada vez maior de átomos de urânio e, em conseqüência, de enorme quantidade de energia. Fermi, que tinha acabado de chegar aos Estados Unidos, e os físicos húngaros Leo Szilard e Eugene Wigner pediram então a Einstein que entrasse em contato com a Casa Branca.

Ele escreveu então uma carta ao presidente Franklin Roosevelt em que alertava para o risco que significaria para a humanidade a utilização pelos nazistas da tecnologia nuclear na fabricação de armas de grande poder destrutivo. Logo após receber a mensagem, o chefe de estado americano deu início ao projeto Manhattan, que tornou os Estados Unidos pioneiros no aproveitamento da energia atômica em todo o mundo e resultou na fabricação da primeira bomba atômica.

Em um de seus livros, Einstein diz o seguinte sobre sua responsabilidade perante a bomba atômica:

Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. Eu o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances para resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante de um crime em tempo de paz. Já que as nações não resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacifica e não baseiam seu direito sobre lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade.

Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico?

Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por idéias simples e claras”.

Embora não tivesse participado do projeto e sequer soubesse que uma bomba atômica tinha sido construída até que Hiroxima fosse arrasada, em 1945, o nome de Einstein passou para a história associado sempre à criação da bomba. Durante a segunda guerra mundial, ele participou da organização de grupos de apoio aos refugiados e, terminado o conflito, após o lançamento de bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, uniu-se a outros cientistas que lutavam para evitar nova utilização da bomba.

 

 

 

Robert Oppenheimer

John Robert Oppenheimer nasceu em 1904 em Nova York, nos Estados Unidos, filho de um judeu alemão imigrado e uma americana.

 

Diplomou-se em matemática em 1925 em Harvard. Foi à Europa e diplomou-se em física teórica em 1927 em Cambridge e doutorou-se em Gottingen. De volta aos Estados Unidos trabalhou como professor nas universidades de Berkeley e no Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Durante a dominação nazista na Europa, Oppenheimer colaborou com movimentos pró-semitas com dinheiro e escrevendo artigos para revistas.

 

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