Bomba Atômica

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história, ciência e sociedade

Radioatividade

A descoberta da radioatividade é atribuída ao cientista francês Henri Becquerel (1852-1908), após a publicação de um artigo em 1896. Inicialmente a radioatividade foi chamada de Raios de Becquerel.

Becquerel começou estudando diversos materiais já conhecidos na época que apresentavam fluorescência e fosforescência, incluindo alguns sais de urânio. Ele concluiu que o composto particular de urânio que ele estava investigando deixava escapar uma radiação que tinha grande penetração na matéria, e que ionizava o ar através do qual passava. Seguindo suas investigações em busca de materiais que apresentavam o mesmo comportamento ele descobriu o Tório e poucos anos depois, Pierre e Marie Curie descobriram o Rádio.

Porém foi apenas com as experiências de Ernest Rutherford (1871-1942), três anos mais tarde que a radiação foi detectada. Ele constatou que ela consistia em duas partes, uma facilmente absorvida por pequenas espessuras, e outra mais penetrante. As quais ele deu os nomes de alfa e beta, respectivamente. Mais tarde foi descoberta ainda a radiação gama, a mais penetrante de todas.

Apesar de serem chamados de raios, sabe-se que as radiações alfa, beta e gama consistem de partículas velozes.

A descoberta de que alguns elementos são naturalmente instáveis e decaem para formas estáveis através da emissão de uma ou mais formas de radiação foi de inestimável valor para o posterior desenvolvimento da física nuclear.

A humanidade convive no seu dia-a-dia com a radioatividade, seja através de fontes naturais ou artificiais. Os efeitos da radioatividade no ser humano dependem da quantidade acumulada no organismo e do tipo de radiação. A radioatividade é inofensiva para a vida humana em pequenas doses, mas se a dose for excessiva, pode provocar lesões no sistema nervoso, no aparelho gastrointestinal, na medula óssea entre outros, ocasionando  às vezes a morte.

A radioatividade é um fênomeno natural ou artificial, pelo qual algumas substâncias ou elementos químicos, chamados radioativos, são capazes de emitir radiações, as quais têm a propriedade de impressionar placas fotográficas, ionizar gases, produzir fluorescência, atravessar corpos opacos à luz ordinária. As radiações emitidas pelas substâncias radioativas são principalmente partículas alfa, partículas betas e raios gama. A radioatividade é uma forma de energia nuclear, usada em medicina (radioterapia), e consiste no fato de alguns átomos como os do urânio (), rádio e tório serem “instáveis”, perdendo constantemente partículas alfa, beta e gama (raios-X). O urânio, por exemplo, tem 92 prótons, porém através dos séculos vai perdendo-os na forma de radiações, até terminar em chumbo, com 82 prótons estáveis.

Radioatividade natural ou espontânea: É a que se manifesta nos elementos radioativos e nos isótopos que se encontram na natureza e poluem o meio ambiente.

Radioatividade artificial ou induzida: É aquela que é provocada por transformações nucleares artificiais.

Tipos de Radiação

Radiação Alfa: São fluxos de partículas carregadas positivamente, compostas por 2 nêutrons e 2 prótons, núcleo de hélio. São desviadas por campos elétricos e magnéticos. São muito ionizantes, porém pouco penetrantes. Quando um radioisótopo, que possui núcleo instável, emite uma partícula alfa, seu número de massa diminui 4 unidades e o seu nº atômico diminui 2 unidades. As partículas alfa, por terem massa e carga elétrica relativamente maior, podem ser facilmente detidas, até mesmo por uma folha de papel. Essas partículas em geral não conseguem ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim praticamente  inofensivas. Entretanto podem ocasionalmente, penetrar no organismo através de um ferimento ou por aspiração, provocando, nesse caso lesões graves. Tem baixa velocidade comparada a velocidade da luz (20 000 km/s).

Radiação Beta: São fluxos de partículas originárias do núcleo, fato este que as distingue dos elétrons. Estas partículas têm a mesma natureza dos elétrons orbitais, e são resultantes da desintegração de nêutrons do núcleo. É desviada por campos elétricos e magnéticos. É mais penetrante, porém menos ionizante que a radiação alfa. Quando um radioisótopo emite uma partícula beta, o valor de sua massa não muda, e seu nº atômico aumenta em 1 unidade. As partículas beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam engolidas  ou aspiradas. Tem alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s.

Radiação Gama: São ondas eletromagnéticas. Não apresenta carga elétrica e não é afetada pelos campos elétricos e magnéticos. É uma radiação muito perigosa aos organismos vivos. Com o recebimento da Radiação Gama, pode-se alterar o material genético da pessoa, fazendo com que seus filhos tenham alta possibilidade de nascerem cegos, surdos, mudos ou com algum outro tipo de deficiência. Assim como os raios X os raios gama são extremamente penetrantes, sendo detido somente por uma parede de concreto ou metal. Tem altíssima velocidade que se iguala a velocidade da luz (300 000 km/s).

 

texto adaptado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Radioatividade

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