Bomba Atômica

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história, ciência e sociedade

Lixo Atômico

Um dos grandes problemas ambientais ocasionados pela usina nuclear é o lixo atômico. É formado por resíduos com elementos químicos radioativos que não têm ou deixaram de ter utilidade. É gerado em processos de produção de energia nuclear, tanto em uso pacífico como em armamento nuclear. Podendo ainda ser oriundo de outros usos, tais como tratamentos e diagnósticos radiológicos e pesquisa científica. A destinação do resíduo radioativo, ou lixo atômico, é um dos problemas mais sérios resultantes do uso da fissão nuclear para a geração de energia elétrica. O maior perigo apresentado pelo lixo atômico é sua radioatividade, tóxica e cancerígena, mesmo em quantidades pequenas.

Lixo atômico e Bomba atômica

A ação destrutiva de uma bomba atômica pode ser descrita em 6 etapas:

  1. O início da explosão de uma bomba atômica corresponde ao início da reação em cadeia que ocorre em pleno ar. A bomba é lançada normalmente a ordem de milhões de graus Celsius.
  2. Após 0,0001 segundos, a massa gasosa que transformou a bomba emite elevadas quantidades alfa e raios ultravioleta, além de outras radiações eletromagnéticas, cuja luminosidade pode destruir a retina e cegar as pessoas que a olharem diretamente.
  3. Entre 0,0001 e 6 segundos, a radiação já foi totalmente absorvida pelo ar ao redor, que se transforma numa enorme bola de fogo, cuja expansão provoca a destruição de todos os materiais inflamáveis num raio médio de 1 quilometro, assim como queimaduras de 1°,2° e 3°s graus.
  4. Após 6 segundos, a esfera de fogo atinge o solo iniciando uma onda de choques e devastação que propaga através de um deslocamento de ar comparável a um furacão com ventos de 200 a 400 Km/h.

Após 2 minutos, a esfera de fogo já se transformou completamente num cogumelo que vai atingir a estratosfera. As partículas radioativas se espalham pela estratosfera levadas pelos fortes ventos e acabam se precipitando em diversos pontos da Terra durante muitos anos.

O material físsil de uma bomba nuclear contém alto teor de radioisótopo Urânio-235 ou de Plutônio-239. Esses núcleos decaem naturalmente, fissão espontânea ou emissão de radiação alfa ou beta, para radioisótopos não físseis. Se o teor de radioisótopos físseis decair para uma porcentagem inferior a 85%, a bomba perde a capacidade de reação em cadeia tornando-se ineficaz. Para manter o material explosivo é necessário submetê-lo regularmente ao reprocessamento nuclear, gerando resíduos nucleares adicionais. Uma quantidade considerável de resíduos nucleares foi gerada nos testes de bombas nucleares entre 1945 e 1966. Em atóis e ilhas do Oceano Pacífico, extensas áreas foram contaminadas pelos E.U.A, França e Reino Unido. A região de Semipalatinsk no Cazaquistão serviu como área de teste para a União Soviética. As populações indígenas foram e continuam vítimas dessa contaminação, sofrendo com diversos tipos de câncer, que inclusive podem se perpetuar em uma família. Além disso, esses povos possuem sérios problemas de alimentação por não poderem consumir produtos agropecuários de sua própria região.

 

texto adaptado de : http://domfeliciano-sec.dyndns.org/marcelo.antunes/radioatividade.htm

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