Bomba Atômica

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história, ciência e sociedade

E = mc²

Em seu artigo em 1905 sobre a relatividade especial, Einstein apresentou sua famosa fórmula. Ela quantifica a relação entre massa e energia. A energia E de uma quantidade de matéria com determinada massa m é igual ao produto da massa pela velocidade da luz ao quadrado. Ela demonstra como uma pequena quantidade de massa pode ter uma enorme quantidade de energia (lembrando-se que a velocidade da luz c é aproximadamente 300.000 Km/s ), e a massa pode ser entendida como energia imobilizada.

Segundo o próprio Einstein a respeito dessa ideia completamente nova para a época “isso é a penas teoria, já que não há nenhum meio de utilizar essa energia, a menos que se conseguisse dividir o átomo e isso, como todos sabemos, é impossível”. Ele já sabia que a possibilidade de liberar a energia de um átomo seria uma poderosa fonte de energia, ou até mesmo uma poderosa arma, mas àquela época, tudo parecia apenas teoria, não realizável.

A associação que até hoje é feita da fórmula com a bomba atômica é muito restrita, porque ela explica muito mais. Ela é a explicação matemática para o brilho das estrelas e para a fonte de energia da maior parte do universo.

 

Texto de: Albert Einstein, Como vejo o mundo.

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Carta de Demissão – Albert Einstein

Ao secretário alemão da Sociedade das Nações

Prezado Senhor Dufour-Feronce

Não quero deixar sua amável carta sem resposta porque o senhor poderia se enganar ao considerar meu ponto de vista. Minha decisão de não mais comparecer a Genebra baseia-se na evidencia adquirida por dolorosa experiência: a comissão em geral não manifesta em suas sessões a firme vontade de realizar os progressos indispensáveis para as relações a uma paródia do adágio ut aliquid fieri videatur. Vista deste modo, a comissão me parece até mesmo pior do que a Sociedade das Nações em conjunto.

Por ter querido me bater com todas as forças pela criação de uma Corte Internacional de Arbitragem e de regulamentação colocada acima dos Estados, e por que este ideal representa muitíssimo para mim, creio dever deixar esta comissão.

A comissão aprovou a representação das minorias culturais nos vários países porque, nestes mesmos países, ela constituiu uma ‘Comissão Nacional’, único laço teórico entre os intelectuais do Estado e a Comissão.

Esta política deliberada afasta-a de sua função própria: ser um apoio moral para as minorias nacionais contra toda opressão cultural.

Além disso, a Comissão manifestou uma atitude de tal forma hipócrita em face do problema da luta contra as tendências chauvinistas e militaristas do ensino nos diversos países, que não se pode esperar tenha uma atitude decisiva nesse domínio essencial, fundamental.

A Comissão constantemente se dispensou de ser o apoio de personalidades ou de organizações que, de modo irrecusável, se empenharam por uma ordem jurídica internacional e contra o sistema militar.

A Comissão jamais tentou impedir a integração de membros que bem sabia serem representantes de correntes de idéias fundamentalmente diversas daqueles que tinha a obrigação de representar.

Não quero mais enumerar outras acusações, pois estas poucas objeções dão suficiente motivo para se compreender minha decisão. Não quero no entanto me arvorar em acusador. Mas devia explicações sobre minha atitude. Se eu tivesse uma esperança, ainda que fosse mínima, teria agido de modo diferente, pode crer.

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